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Escândalo do Facebook: vazamento de dados e marketing digital

Recentemente, uma única notícia tem circulado em todos os tipos de portais redes sociais. Trata-se do escândalo do Facebook que gerou um vazamento de dados de cerca de 90 milhões de usuários ativos.

Como se não bastasse essa grande falha, que expôs informações privadas contra a vontade de seus donos, a notícia fica ainda pior quando é revelado como tais dados foram usados.

Mas afinal, o que exatamente aconteceu e como tudo isso foi usado e aplicado no mundo do marketing digital? Criamos esse artigo para explicar todos os eventos, consequências e estratégias. Nesta, que pode ser a maior polêmica da história da empresa e das redes sociais em geral. O escândalo do Facebook.

escândalo do Facebook

O que aconteceu? O começo do escândalo do Facebook!

Tudo veio à tona em matérias jornalísticas das revistas The Guardian e New York Time. Os artigos revelaram que a empresa Cambridge Analytica, especialista em marketing político e análise de dados, tinha obtido dados pessoais de 50 milhões de usuários do Facebook (depois, descobriu-se que eram cerca de 90 milhões) e os usados, sem o pleno consentimento de seus donos, para fazer propaganda política.

Apenas a alegação fez a rede social perder cerca de 35 bilhões de dólares na bolsa de valores dois dias depois da publicação da matéria. Contudo, conforme as investigações tomavam forma descobriu-se que o buraco era um pouco mais embaixo e mais preocupante. Revelando não só uma atitude completamente antiética, quanto falhas graves no modelo de proteção e negócios do Facebook.

Como começou?

O mais interessante nesse caso todo é que o estrago começou de forma extremamente simples. Ainda em 2014, a Cambridge Analytica lançou no Facebook um aplicativo chamado “This is Your Digital Life”.

O aplicativo era aparentemente bem inocente. Ao responder uma pesquisa, os usuários tinham uma resposta engraçada sobre suas personalidades. Provavelmente você já deve até ter visto algo parecido passando pelo seu feed. Ao final, a pessoa ainda podia compartilhar seu resultado, ao mesmo tempo que também incentivava seus amigos a participarem da pequena ‘brincadeira’.

Assim como todo aplicativo disponibilizado na rede social, o “This is Your Digital Life” também precisava pedir permissão do usuário para colher alguns dados pessoais. Contudo, esse sistema pegava muito mais do que parecia.

Na época, ao permitir que um aplicativo coletasse seus dados você também permitia que ele coletasse os dados de todos os seus amigos, independente se eles usassem ou não o aplicativo em questão. E eles não ficavam sabendo disso.

Desse modo, após cerca de 500 mil pessoas usarem o “This is Your Digital Life”, o efeito cascata conseguiu colher dados de milhões de pessoas.

Quais dados?

Além de informações de identidade básicas, como nome, profissão, idade, escolaridade, local de moradia e estado civil, o aplicativo também colhia informações comportamentais das pessoas. Isso inclui os tipos de páginas que elas curtiam e interagiam (com comentários e curtidas).

Um detalhe importante são as perguntas do aplicativo. Elas foram criadas com base no trabalho de Aleksandr Kogan, pesquisador da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Kogan pesquisava sobre como deduzir a personalidade e as inclinações políticas das pessoas a partir de seus perfis no Facebook.

E o Facebook?

Outro ponto interessante de ser ressaltado, é que os dados não foram colhidos de forma ilegal. A captação foi feita de acordo com os termos de serviço da rede social.

Portanto, nem mesmo o termo “vazamento” é totalmente apropriado, já que ele se refere à liberação de dados de forma não autorizada.

O que o Facebook não permitia, e é aí que chegamos no grande ponto de todo o caso, é que tais dados fossem usados para qualquer outra coisa exceto melhoria do próprio aplicativo.

O escândalo do Facebook explode

Ao invés de usar os dados coletados da maneira que era permitida, a Cambridge Analytica descumpriu os pedidos de exclusão e os usou para outros fins.

Com os perfis de milhões de pessoas e cruzando todos essas informações, ela conseguiu criar estratégias de marketing muito bem direcionadas e segmentadas. Com isso, trabalhou ativamente na campanha presidencial de Donald Trump.

Eles conseguiam prever o comportamento e as inclinações políticas dessas pessoas. Desse modo, podiam direcionar exatamente o que era preciso para convencer os eleitores daquilo que queriam. Porque entendiam traços de personalidades deles.

Existem alguns relatos de que a empresa também foi contratada para atuar no processo de plebiscito pela saída do Reino Unido da União Europeia (o Brexit). Nesse caso, eles agiram da mesma forma que na campanha de Trump e conseguiram direcionar exatamente o que era preciso para convencer as pessoas a votarem a favor da saída.

Consequências

Todo esse escândalo do Facebook atingiu diretamente as ações da empresa. Tanto, que ela precisou assumir responsabilidade pela falha na proteção dos dados e pela maneira que o acesso era liberado para terceiros.

O criador e presidente da rede social, Mark Zuckerberg, chegou a ser chamado pela corte e senado americano para depor sobre o caso.

Ainda é incerto quais consequências diretas esse caso irá trazer para a internet em geral, mas desde que tudo veio à tona tanto o Facebook quanto outras redes sociais estão se movendo para rever suas políticas de privacidade.

A ideia é fornecer uma visão mais transparente aos usuários, assim como mais controle sobre o que é ou não é compartilhado. Seja como for, o caso também acendeu discussões sobre uma eventual regularização de redes sociais pelos governos. Algo que ainda gera muito tabu.

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4 comentários sobre “Escândalo do Facebook: vazamento de dados e marketing digital

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